Sabedoria Naval

 

Se você prestar a atenção, o mundo é um planeta cercado de gurus por todos os lados. Não é exagero dizer que em cada esquina tem um, pois a cada segundo estamos aprendendo algo novo (talvez não enxerguemos isso, pois sempre estamos em busca do velhinho de barbas brancas que mora nas montanhas – misto de Pai Mei e Senhor Miagui).

 

Bem, essa eu aprendi a Shê e é um pecado não passar pra frente. Em geral, o ser humano sempre tenta fazer o melhor, se esforça, vai à luta, concilia papéis, tenta fazer tudo o mais certinho possível... Mas e quando bate o medo, o cansaço, o desânimo, a raiva, a culpa? Ela foi clara: o barquinho resolve. Ouvi bem? Barquinho ou Marquinho? (sei lá, um acupunturista, yogue, pai-de-santo, psicoterapeuta holístico). Nada disso. É barco mesmo.  O segredo nessas horas é imaginar um lago bem calmo, tranqüilo. Bote tudo de ruim que você está sentindo no barco, feche os olhos e veja as águas levando tudo pra longe... cada vez mais longe... beeem longe. Os mais empolgados podem imaginar a musiquinha de fundo e os mais bregas, letterings coloridos de powerpoint. O importante é a coisa ir se afastando de você, até sumir no horizonte imaginado.... ou você cair no sono.

Escrito por Clara Bóia às 15h26
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Gente normal faz sexo, faz compras, faz ginástica e segue fazendo coisas. O problema é quando as pessoas inventam de fazer trinta anos. Não sabia da gravidade da coisa e fiz assim, sem pestanejar. Quem já passou por isso sabe que até aí nada demais. Porque o mínimo que uma pessoa, nascida em 1977, pode fazer é trinta anos e isso não significa absolutamente NADA na prática. Mas na teoria... ah, sagrada teoria. O que fazer com as cobranças de todos (inclusive as suas) sobre idade, realizações, filhos, família, emprego, aquecimento global, extinção das baleias jubartes?

Se você não tiver respondido às TRÊS PERGUNTAS INQUISIDORAS então, sinto-lhe informar que muita gente não vai te deixar em paz pela próxima década. Aí vão elas:

·        Está namorando? Ou casada, juntada e afins. Não importa o quão traste possa ser seu digníssimo, nem o quão infeliz você possa estar.

·        Está trabalhando? Também não importa em quê, nem quanto ganhe ou se o seu chefe te confunda com o tapetinho da entrada.

·        Está bem de saúde? Não vale ter depressão, gastrite, unha encravada, nada, nada. Estar acima do peso, comendo todo tipo de bobagem e se entupindo de refri não conta. É considerado saudável pelos inquisidores.

Eu tive sorte de chegar aos meus trinta, feliz da vida. Bem casada, bem de saúde e trabalhando exclusivamente com o que eu amo. Mas se tá faltando algum desses itens aí na sua listinha, conselho número um. IGNORE OS INQUISIDORES. Mesmo porque fazer 16, 25, 30, 74, 96 não faz muita diferença.

O importante é que você está aí, levando a sua vida do jeito que bem entende. Se nem bolo tem receita 100% certa, porque a vida teria? Se tá faltando tempo, reveja suas funções, estabeleça prazos e objetivos claros para cumprir. Se o emprego está aquém dos seus anseios, planeje-se pra buscar outras coisas. Se esse namoro já deu o que tinha que dar, pra que colecionar encosto? E antes que esse blog vire divã de guru charlatão, conte aí... Como você tem “se virado” nos 30?

Escrito por Clara Bóia às 17h30
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Por que Clara Bóia?

Por que "tudo junto" se escreve separado e "separado" se escreve tudo junto? Não sei. E por que a vida às vezes separa quem deveria ficar junto e junta quem não deveria? Piorou. No máximo consigo responder o que eu fiz com a palavra Clarabóia. Para começo de conversa, sempre a achei linda. Meu amigo Aurélio diz que clarabóia é uma janela redonda, ou fresta, por onde entra luz em uma casa. É a porta de entrada daquela luminosidade filtrada, que minimiza a escuridão de um ambiente. Adoro pensar a felicidade como algo assim. Não algo que invade, mas algo que busca seu espaço, que não incomoda e que, às vezes, é quase imperceptível. Mas que é leve, que nutre. Assim como minhas idéias que agora ganham forma de blog. Um pouquinho de cada vez, mas sempre um novo tanto.

 

Clara Bóia me parece um bom codinome pois posso assinar como Clara, um nome que eu adoro. E as Bóias são divertidas como eu sempre quis ser ou até sou, para alguns amigos.

 

Se você quiser acompanhar minhas idéias, entre, comente, fique à vontade.

 

Escrito por Clara Bóia às 17h32
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