Perguntas Mais Freqüentes

(Perguntas gentilmente cedidas por Dannitz, Casamenteira, Tati Cheiro e Patty)

 

 

  • E o casamento sai ou não sai?

      Grossa: Saaaaaai. Sai daqui antes que eu te morda!

Ácida: Por quê? Não me diga que precisa de um buquê pra desencalhar?

Doce: Em breve, e você vai ser convidado.

Sarcástica: Em breve, mas não sei se você será convidada.

Irônica: Já casei, você não me viu na Caras?

Desentendida: Casamento? De quem?

  

  • E o bebê, é pra quando?

     Grossa: Assim que eu deixar de ser virgem pois sou contra o sexo DEPOIS do casamento.

Ácida: Não sei. E o seu?

Doce: Quando Deus quiser.

Sarcástica: Quando a senhora me deixar uma herança.

Irônica: Pro mês que vem, encomendei um modelo lindo no site da Submarino.

Desentendida: Bebê? Bebê de quem?

 

  • Mas você SÓ tem ela?

 Grossa: Só. Mais bonitinha e inteligente que os seus quatro juntos.

Doce:  Sim, ela é tudo pra mim.

Sarcástica: Não. Eu tenho mais cinco em casa, mas só saio com essa..

Irônica: Não, eu também tenho uma coleção de smurfs e um labrador.

Desentendida: Só. Por quê?

 

 

  • Você tem três menininhas lindas. Não vai tentar um menininho?

     Grossa: Não. Tenho medo dos eletrochoques do Galba.

Doce:  Três já está de bom tamanho.

Sarcástica: Quem faz isso é o Michael Jackson.

Irônica: Depende, você cuida deles em horário integral?

Desentendida: Não... por quê?

   

  • Você terminou a pós... E agora o que vai fazer?

     Grossa: Cocô. Dá licença?

Doce:  Vou tentar conseguir uma promoção no meu emprego.

Sarcástica: Outra pós, pois não tenho mais nada pra fazer na vida.

Irônica: Vou abrir uma empresa de petróleo e sumir daqui.

Desentendida: Vou terminar esse post... por quê?

Escrito por Clara Bóia às 08h05
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PERGUNTAS SEQÜENCIAIS

 

 Lembram-se do post das 3 perguntas? Pois bem, pegando uma carona no comentário da Aninha, não se esqueçam do perigo que representam as PERGUNTAS SEQÜENCIAIS. Trata-se de uma patologia nada rara, que acomete cerca de 99,99% dos seres humanos,  e que nunca recebe a devida atenção até que nos tornemos o alvo das indagações. Desconfio que seja uma degeneração grave, conseqüente de uma “fase dos porquês” mal resolvida. Afinal, uma criança pode ser até ignorada, mas um adulto loquaz e persuasivo, nunca!

 

  

Conseguem imaginar a cena? Festa da família, você namorando há dois meses (duas semanas, duas horas, dois beijos, não importa!) e tudo o que você quer é passar desapercebida aos  olhos atentos dos tios, primos, vizinhos, estranhos, como se o fato de beijar alguém em público não fosse o evento do século. Mas  não se iludam: mesmo que vocês estejam vestidos de verde sentados na grama (inconsciente mimético ou síndrome de Peter Pan?) não conseguirão se esquivar da perguntinha básica: “E o casamento, é pra quando!”  Quatro anos depois, e uma quinhentas perguntas idênticas, você está lá casada, em plena lua-de-mel, pensando em inaugurar o sofá da sala, a pia da cozinha, o lustre do corredor, no maior fuc-fuc, nheco-nheco, roça-roça. E a família já vai estar aguardando o troca-troca. De fraldas, claro.

 

 

Quando forem conhecer o primogênito, olhos ávidos esquadrinharão o quarto do bebê para saber se cabe o segundo, já que filho único, como dizem as más línguas, é “sempre” um problema. Depois do segundo virá o questionamento sobre o terceiro, e se vc não quiser parar por aí, novas perguntas virão" E aí, vai fechar a fábrica quando?” Afinal, você é uma pessoa, não um coelho.

 

 

Bem, minhas queridas, diante disso, uma grande amiga minha já me questionou: “Eu nunca pergunto a ninguém sobre hábitos íntimos (como fazer cocô) como as pessoas se julgam no direito de me perguntar coisas mais particulares que isso”. O segredo é não se estressar. Leve na brincadeira, faça-se de desentendida, ou dê a sua opinião com acidez ou a docilidade que lhe é peculiar. E me ajudem a criar um manual de respostas superprático, pois eu mesma... NÃO AGUENTO MAIS RESPONDER AS QUE ME FAZEM!!!

 

Escrito por Clara Bóia às 12h48
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Só confie em quem tem mais de 90 anos

Dia 26 de julho é dia da avó que, este ano, foi devidamente comemorado com um almoço delicioso que fiz para a minha. A senhorinha em questão é uma fofura de completa seus 92 anos em breve. Mora sozinha (embora esteja sempre cercada de filhos e netos), tem uma disposição que é pra poucos e uma sabedoria que eu não me atrevo a descrever. E foi com ela que eu, neta, aprendiz de gente protagonizei a seguinte cena um dias desses aí.

A gente estava numa sorveteria superbonitinha, com fotos bem antigas de Belo Horizonte, adornada de calhambeques e avenidas arborizadas. Tomada de uma nostalgia vinda sabe-se lá de onde, comentei com ela:

- A vida no seu tempo era muito mais tranquila, não é, vó?

E ela me responde sem titubear:

- Mas o meu tempo é HOJE !

Escrito por Clara Bóia às 08h23
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