Quando eu li pela primeira vez achei que era piadinha, gracinha de publicitário que não tem mais o que fumar ou coisa do tipo. Afinal, como diz meu pai, “papel aceita tudo” e na internet não é diferente.  Mas não. Esfreguei os olhos e a coisa continuava lá, complementada por informações do Doutor Google, PhD em garantir informações adicionais sobre o que quer que seja.

Feto diplomado pela Universidade Pré- Natal

Um obstetra californiano, René Van de Carr, criou a Universidade Pré-Natal, onde os pais despertam a

“capacidade de atenção” do feto, graças a meios muito simples. Assim, desde o momento em que a mãe começa a dar

um certo número de “palmadinhas” na sua barriga, a criança aprende, pouco a pouco, a responder, dando um

igual número de “pontapés”. Isto consiste numa maneira de o ensinar a contar desde cedo.

 

Aos sete meses, começa o ensino de  certas palavras. Em relação ao ensino da música, deixa-se que o feto

ouça notas musicais, dizendo-lhe os seus respectivos nomes.

 

Mais de 1500 bebés já “estudaram” na Universidade Pré-Natal. Segundo Van de Carr, estas crianças falam

desde a idade dos cinco meses, lêem com um ano e meio e são muito comunicativas.

 Daqui a pouco, as crianças já vão aparecer no ultra-som fazendo reivindicações. “Boa Tarde, em primeiro lugar, podem parar com esse papo de Rodriguinho pra cá e pra lá. Quero me chamar Augusto ok? Na verdade, eu preferia mesmo me chamar Bárbara, mas são coisas pra eu resolver quando eu sair daqui. A decoração do meu quarto está horrorosa! Tratem de dar um jeito nela até o final do contrato. E por falar em contrato, só concordo em ficar aqui durante nove meses se tiver conexão com a internet. Quero uma gestação wireless, é o mínimo que vocês podem me oferecer. Implantem o notebook o quanto antes ou então não fico aqui nem mais um minuto! Ah, e não se esqueçam do meu I-phone.”

Escrito por Clara Bóia às 17h06
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