Viver é uma experiência muito maluca mesmo. Quando você é criança, tudo o que você quer é brincar. Não há limites pra sua vontade de transformar o mundo num grande e colorido parque de diversões. Basta chegar a adolescência pra essa sede de mundo virar uma vontade louca de experimentar. De bebidas a sentimentos, naquela clássica fórmula "do tudo e muito". Ama-se loucamente, sofre-se desesperadamente, como se o mundo oscilasse entre dois extremos o tempo inteiro. Aliás, pra que ter todos os sentimentos do mundo nas suas mãos, como disse Drummond, se você pode carregá-lo nas suas costas? He,he, viva a aborrecência. Os vinte e poucos me trouxeram a gana do crescimento. Amadurecer os relacionamentos, amadurecer o conhecimento, ficar mais tranquila e sem reservas diante da existência, pois, nada mesmo faz sentido. Aprender o que quer que fosse, trazia então um deleite insuperável. Agora eu sinto a força do fazer. Não basta somente aprender, chega uma hora que a gente se cobra muito os resultados efetivos. Se eu sei escrever, cadê meu livro? Se amo viajar, por onde já andei? A grande descoberta que tenho experimentado ultimamente é que o FAZER traz coisas ainda mais deliciosas que as outras fases. Isso porque, embora hoje, ele seja a palavra de ordem, continuo aprendendo muito, experimentando pra caramba o mundo e, principalmente, brincando sem parar. Feliz 2008!