Olha que boitinha!

Poesia é um trem danado. Fica solta assim no meio do nada, esperando que alguém preste atenção em suas minúcias. Tati é minha amiga que mora na Bahia, comentarista desse blog e trabalha feito maluca pra prefeitura da cidade que mora. E tem seu próprio escritório de design, tem casa, tem marido, tem duas filhas e tem muitos trabalhos pra resolver todos os dias. Pois foi num desses dias, ou melhor, já tarde da noite,  que a caçula dela, toquinho de gente, puxou-a pela mão obrigando a largar os jobs e ir pra varanda.

- O que foi, filha?

- É que a lua hoje tá tão "boitinha"...

Disse isso e ficou olhando maravilhada a grande lua redonda com os olhinhos brilhando.

Comentei isso no messenger com Danny. Vê se não é coisa de fazer chorar por 5 dias seguidos? 10 dias, corrigiu a Danny. Mas logo reconsideramos. 10 minutos se a pauta estiver cheia. 10 segundos, se houver florada de ipês pra quitar (IPVA, IPTU, IPQP). Pensando bem, melhor voltar logo ao trabalho antes que tenhamos que contemplar a lua ao relento.

Mas de qualquer forma, a poesia já deu o seu recado, dando aquela aquecida no coração.

Escrito por Clara Bóia às 01h13
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