Nos últimos meses, por causa da dissertação, tem faltado tempo pra muita coisa. Mas hoje é aniversário da Dannitz e esse é um motivo excelente pra fazer o mundo parar, pelo menos por alguns minutos. Quem me conhece, fatalmente já ouviu o nome dela alguma vez na vida. E quem a conhece, sabe porque eu acredito tanto em Deus no céu e  em Danny na terra.  A gente se conheceu naquelas tardes elétricas de agência, ao som de Sonic Youth, Radiohead e muito rock inglês, em homenagem a Angels. No seu primeiro dia de trabalho, ela chegou como se sempre tivesse trabalhado ali, muito à vontade, dizendo suas frases sem sentido e contando histórias engraçadíssimas! Talvez até mesmo pra esconder a própria timidez que, acreditem, também é parte dela. Fiquei fã. Danny sempre foi extremamente cool, totalmente designer e nossa sintonia foi  afinada desde o primeiro instante. A criação fluía como se já trabalhássemos juntas há mil anos. Peças aprovadas continuamente, concorrências ganhas, os primeiros freelas pro museu de Campo Belo. Para ficarmos amigas, foi um pulo. Foi aí que eu descobri que, por trás de todo o ímpeto ariano, também existia uma pessoa centrada que sabia muito bem o que queria da própria vida. E Danny sempre quis coisas muito simples: justiça e respeito a todos, principalmente em relação a  crianças e bichos (não necessariamente nessa ordem), uma vida tranqüila e divertida e muitas coisas “viscerais”. Visceral, inclusive, só puxava a fila do vocabulário daquela época: churumelos, tchuris, bid bid, xucks, stronzo, guergo, tchoins, era parte do que se ouvia naquela época. Já chorei de rir com suas histórias da infância (chiquete de imédio) ou simplesmente chorei com a história da sopa.  Só mesmo com essa maluca eu poderia escrever aquelas histórias colaborativas de uma toupeira e sua vida no fundo do poço. Ou ligar às 03:00 da manhã pra perguntar como eu fazia  pra tirar  a lente do contato do meu olho (instruções detalhadas que ela sempre me passava completamente bêbada). Hoje, não trabalhamos na mesma agência, mas nunca deixamos de ser parceiras de freelas e de conversas via MSN. Através dela fiquei amiga de Tati Baiana, Carol Marinheiro, conheci Dona Zezé, Bené e os Falabellas.  E como se não bastasse, além de muito talento, agora ela também tem um bebê ameríndio que canta hits do lambasi e diz “It doesn’t matter” aos dois anos de idade.

Dan, que Deus te proteja muito e mantenha somente as coisas boas no seu caminho. Se o mundo tivesse mais gente como você, certamente seria um lugar muito mais divertido, dinâmico, inteligente e VISCERAL. Feliz Aniversário, panda!

Escrito por Clara Bóia às 11h30
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