Ai, ai, viva o cotidiano!

Um rapaz entra numa lanchonete e fica tentando escolher um salgado. O atendente, que parece conhecê-lo de outros carnavais (ou seriam paradas gay?) se antecipa:

- A coxinha de camarão acabou de sair.

- Não, não posso com camarão.

-Jura???? Não sabia!!!!

- Nem camarão, nem lagosta, nenhum fruto do mar.

- Praia procê é um martírio então? - continua o atendente conversadinho.

- É, pior é que, quando vou, tenho que ficar na sombra pois também tenho alergia a sol. E minha família tem casa em Búzios e em Santos, olha a ironia!

Escolheu pães de queijo pra levar, pagou, saiu.

O conversadinho disse pro outro:

"- Deus é bem sacana mesmo, viu. Quer nascer rico, bonito, inteligente? Tuudo bem. Até te dou casa na praia, aliás, duas, três, pra não dizer que eu não sou generoso. Mas em compensação, vai ter alergia até de conchinha!"

 

 

Escrito por Clara Bóia às 16h35
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Terno, sempre. Fraterno, JAMAIS!

A idéia veio de uma amiga: convidar vários casais de amigos para conhecer um restaurante legal de BH. Ok, programa ótimo. Só que ela sugeriu que fizéssemos isso no dia dos namorados. Até aí tudo bem, cada um comemora (ou não comemora) a data do jeito que achar melhor. O problema é que isso desencadeou um papo preocupante. Ela me disse que, depois de um longo namoro, ela sente muito carinho pelo namorado, gosta de muito de CONVERSAR com ele, mas desejo... err... propriamente... bem....   De qualquer forma estava muito satisfeita em ter uma relação terna e confortável. Isso não me saiu da cabeça desde então. Terna ou fraterna? Porque ter uma relação carinhosa, com pessoas que se respeitam, tratando-se com carinho é fundamental. Casadas, principalmente. Encaro a minha casa como um PIT STOP, aquela pausa boa pra trocar os pneus, dar uma refrescada e voltar pra correria que é a vida. Se meus boxes virarem trincheira, estou ferrada! Mas, sinceramente? Não acredito nesse papo de bons amigos. Se não tiver calor, se não tiver paixão, não vejo como a coisa possa se sustentar por um longo tempo. Foi o que eu falei com ela: cuidado com essa “fraternidade toda”. Sei não, depois vem um período de seca, alguém joga uma guimba meio acesa... pronto. Como diria o Skank: “o fogo pode pegaaaaaar e não há bombeiro, terapeuta de casais, pai ambrósio ou irmã tássia da Bahia que possa apagar.”

Escrito por Clara Bóia às 10h40
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Pequenos Milagres

Andei falando das "rabugices" do cotidiano no último post, não foi? A minha porção naftalina do ser e que, graças a Deus  não é muito dada a aparições, andava bem incomodada esses dias pelo fato de ter que ficar das 19:00 às 22:30  sem fazer nada no trabalho, só esperando para passar o cartão. Em condições normais, eu não reclamo. Acho corretíssimo ter um professor de plantão para tirar dúvidas em final de semestre, entregar provas e tudo mais. Aproveito pra cuidar dos diários, ler um livro, navegar na net ou, principalmente, conversar com outros professores (sempre conheço gente legal nessa época do ano). Só que o frio está de matar, eu continuo meio gripada, minha tosse recomeça mesmo usando cachecol (viram a terceira idade mental se manifestar? DIGAM JUNTO: Ô DÓ!) e eu estava ficando incomodadíssima. Ontem, por exemplo, eu só conseguia olhar fixamente o relógio pedindo: "Anda mais rapidinho, meu filho. Eu tô com febre." Mas como meu poder mental só funciona pra outras coisas (preciso aprender a entortar garfos e ponteiros urgentemente), o danado nem se movia. Aí comecei a imaginar que, de repente, o diretor poderia entrar pela porta principal e dizer pra todo mundo "PODEM IR EMBORA ÀS 22:20" Imaginei os rostinhos felizes saindo pelo saguão, enfim, foi uma maneira de me distrair enquanto dava 22:40. Só um milagre pra fazer o relógio andar mais rápido. Quem seria o protetor dos professores friorentos? São Cachecol? Foi quando eu me lembrei que o horário mínimo pra sair era mesmo...22:20 !! Institucionalmente, é permitido passar o cartão 10 min antes ou 10 min depois do término das aulas. Como eu nunca termino minhas aulas antes, estava acostumada a bater o ponto às 22:40 e nem me lembrava desse detalhe. Achei o máximo! Pequenos milagres acontecem quando a gente menos espera! Agora só me resta imprimir 365 santinhos com a estampa da minha Santa Memória que me salvou do enregelamento.

Escrito por Clara Bóia às 11h19
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